Sobre a UNA-SUS

A Universidade Aberta do SUS (Una-SUS) é um programa da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), do Ministério da Saúde, que cria condições para o funcionamento de uma rede colaborativa de instituições acadêmicas, serviços de saúde e gestão do SUS, destinada a somar esforços em educação permanente dos trabalhadores do SUS. A concepção e implantação do programa é interfederativa e privilegia o ensino à distância como estratégia para melhor responder ao crescimento exponencial da demanda por educação permanente, no contexto de expansão quantitativa e qualitativa das ofertas de nosso Sistema Único de Saúde.

Dessa forma é possível levar a milhares de trabalhadores de saúde oportunidades de aprendizado, por meio de material para auto-instrução, cursos livres e de atualização, cursos de aperfeiçoamento, especialização e até mesmo mestrados profissionais. O uso de técnicas de educação a distância minimiza a necessidade de deslocamento da cidade ou da região do trabalhador.

Unasus

Quem Somos

A Una-SUS implementada na Unifesp, por meio de iniciativas da Pró-reitoria de Extensão (Proex), em 2009. Na atual gestão, a Proex estabeleceu como uma de suas prioridades a ampliação de ofertas pedagógicas da Unasus-Unifesp, no sentido de fortalecer o SUS e suas políticas estruturantes.

Atualmente, oferecemos cursos de curta duração; dois cursos de aperfeiçoamentos -Preceptoria para o SUS e Saúde Mental; e três especializações - Saúde Indígena, Saúde da Família e em Apoio à Saúde da Família. Desde o momento em que se decidiu organizar novas ofertas, a Unasus-Unifesp tem levado em conta a referência à Metodologia da Problematização, assumindo o compromisso de construir a proposta em conjunto com gestores do SUS dos municípios envolvidos.

A escolha desse referencial, que é fortemente marcado pela dimensão política da educação comprometida com uma visão critica da relação educação e sociedade, associada ao referencial da andragogia, implica em que os sujeitos envolvidos participem de todas as fases do processo de formação, desde o planejamento, incluindo estratégias de ensino-aprendizagem, até a execução do curso e sua avaliação.

O que equivale a dizer que os novos cursos contam com estreita participação entre agentes da universidade e aqueles das secretarias municipais de saúde na definição de prioridades, estratégias pedagógicas, implementação e condução dos respectivos cursos.

 

Marco Conceitual

A proposta didático-pedagógica da UNA-SUS pressupõe uma aprendizagem ativa, fundamentada a partir de saberes que o aluno traz de sua prática cotidiana, de suas experiências no trabalho e na vida. Uma aprendizagem que tem como base o trabalhador coordenando seus estudos, de acordo com seu tempo disponível, tecnologias a que têm acesso e prioridades do SUS.

Assume-se a posição de Paulo Freire, em que os papéis de aprendiz e professor são dinâmicos. Aprendemos o tempo todo, uns com os outros. Para isso, é importante estabelecer um itinerário, apontar claramente onde é o ponto de partida e onde se pretende chegar. Reconhece-se que hoje predomina – mesmo em processos ditos de educação permanente – o ensino tradicional, centrado no professor, implicando em uma universidade entendida como uma instituição fechada, corporativa, em que os alunos são visitantes que vêm beber na fonte do saber.

Nesse contexto, o papel do professor ganha uma nova dimensão, atuando não como aquele que detém todo conhecimento e sim como um facilitador, uma oportunidade a mais de aprendizado. A Universidade torna-se um ponto de enlace e diálogo entre diversos tipos de saber, cada um com sua legitimidade e contexto de aplicação.

Assumida a perspectiva da aprendizagem, fica claro que a produção de conhecimento ocorre em todos os lugares, entre todas as pessoas. Organizar essa produção, dar-lhe cientificidade e garantir a qualidade do material produzido para disseminar esse conhecimento, requer, porém, um esforço direcionado dos órgãos do governo, das entidades da sociedade civil e da academia. Um dos papéis da UNA-SUS é ser o elo entre essas instituições.

Fonte: MS

 

Objetivos e Princípios

1. O conhecimento é entendido como um bem público, que deve circular sem restrições e ser livremente adaptado aos diferentes contextos;
2. A educação permanente é entendida como a aprendizagem no trabalho ao longo de toda a vida, onde o aprender e o ensinar se incorporam ao cotidiano das organizações;
3. É uma universidade aberta, ou seja, os estudantes tem liberdade de escolher suas oportunidades de aprendizagem e de determinar o ritmo e o estilo de seus estudos;
4. É centrada na aprendizagem, implicando no uso de metodologias ativas e problematizadoras, que incentivem a busca por soluções aos desafios apresentados pela realidade de cada estudante;
5. Sua gestão é um processo de trabalho em rede, operando de forma descentralizada para a construção cooperativa de métodos, conhecimentos e ferramentas de aprendizagem em saúde;
6. Busca se basear em padrões internacionais abertos, garantindo a interoperabilidade e granularidade e permitindo, portanto, a máxima visibilidade da contribuição de cada um;
7. As oportunidades de aprendizagem serão permanentemente avaliadas, visando a garantia de sua qualidade, e
8. O planejamento da formação é baseado em necessidades de saúde, organizando as oportunidades de aprendizagem de acordos com as orientações do SUS.

Fonte: Ministério da Saúde

 

 

 

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